quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A história no bairro da Passagem

O bairro da Passagem, na margem direita do canal de Itajuru, em Cabo Frio, é um marco histórico da cidade. Batizado com esse nome por ter sido o ponto do canal por onde se fazia a travessia nos tempos coloniais, o local é anterior à fundação da vila de Nossa Senhora da Assunção de Cabo Frio. É o berço do que seria a cidade de Cabo Frio. Ali surgiram as primeiras habitações e feitorias. Prédios históricos, tombados pelo Patrimônio,  como a igreja de São Benedito, estão por toda parte.


Localizado na primeira seção do canal, sua ocupação pelos portugueses se deu no início do século XVII.


Depois que o centro da povoação se deslocou para onde hoje fica o comércio da cidade, a Passagem foi ocupada pelos pescadores, que ali construíram suas casas, algumas ainda em pé.


Desde aquela época o bairro da Passagem, berço histórico do nascimento da cidade, assiste à chegada de barcos de pesca e suprimentos. 


Hoje, canoas e pesqueiros são vistos atracados no pequeno cais.


Embarcações de todos tamanhos e cores variados são vistos ao longo da margem.  


A proximidade com a foz do canal fez do antigo embarcadouro o ponto de partida para a pesca em alto mar.


O beco, com suas casinhas com janelas coloridas, liga o porto da Passagem à praça São Benedito


Construída por escravos, no século XVIII, a Igreja de São Benedito, localizada numa simpática pracinha de mesmo nome, ladeada por casinhas que conservam o desenho colonial, é uma das atrações da Passagem.


Igreja e diversos imóveis do quarteirão são tombados pelo Patrimônio Histórico.


O largo arborizado ocupa o antigo adro da igreja e tem sido tradicionalmente frequentado pela população negra de Cabo Frio, que ali dançou o jongo, ensaiou blocos carnavalescos e promoveu suas festas religiosas em honra do santo.



 Hoje o local  ostenta também bares e restaurantes que ocupam velhas estalagens e casinhas recuperadas.


A Passagem tem uma paisagem tranquila e cheia de história, é bom lugar para se visitar numa tarde ensolarada ou numa noite quente.

(Fotos e texto: Julio Cesar Cardoso de Barros)

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Festa de Sant’Anna vai até dia 10



Igreja de Sant'Anna, construída em  1743

No sábado, 10 de agosto, se encerra programação da Festa de Sant’Anna, padroeira de Búzios. As festividades começaram no dia 2 com missa, apresentação de grupos folclóricos, folia de reis, visita da bandeira do Divino, banda musical e show de Sandra Sá e da Orquestra Tabajara. A festa, que foi adiada devido à visita do papa Francisco, terá como desfecho a retirada do mastro, sábado, às 21 horas. Conheça um pouco da história da igreja de Sant’Anna.

Água 100% tratada em Búzios?


O Perú Molhado, “o maior jornal de Búzios”, publica esta semana reportagem sobre o plano de tratamento de 100% do esgoto da cidade. O projeto, que reúne a prefeitura e a concessionária Prolagos e conta com o apoio da Câmara Municipal e de deputados da região, visa a limpeza e reutilização da água tratada. Um modelo desse projeto está em implantação, patrocinado pelo Golfe Clube, que se beneficiará da água para a rega de seus campos. Orçado em 40 milhões de reais, ele prevê a reutilização da água reciclada por pousadas e hotéis da cidade e a rega de jardins públicos, evitando a contaminação do Canal da Marina e da praia de Manguinhos. Uma vez implantado, o projeto dará um importante passo rumo à quebra de uma antiga tradição da região dos lagos fluminenses, que é a de jogar esgoto in natura nos lagos e canais.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

As cores e luzes da Orla Bardot

A Orla Bardot é o ponto mais badalado de Búzios, com a Rua das Pedras, as lojas de grife, o pier, restaurantes, bares, boates e danceterias. Tudo isso atrai para o local veranistas eventuais, hóspedes dos hotéis estrelados do Morro do Humaitá e passageiros dos gigantescos transatlânticos que fazem sua parada obrigatória no paraíso fluminense.


A rua de pedras separa o calçadão, com seus bancos e jardins, dos restaurantes, sorveterias e lojas.



Ao lado do pier, os acqua-táxis transportam os turistas para as diversas praias da face esquerda da península.



Por toda a Praia da Armação, os barcos de pesca aguardam mais um dia de labuta. 


As primaveras floridas enfeitam os jardins da Orla.



Butiques e bares abrem tarde e permanecem assim até a madrugada.



O Morro do Humaitá, hotéis estrelados com vista panorâmica para a baía.


Ao longo do dia, os transatlânticos vão chegando e partindo. Eles despejam milhares de passageiros nas ruas de Búzios.



Contemplar o entardecer na Orla é programa certo para os frequentadores da cidade.


À esquerda do pier, a luz do sol, que já se pôs, ainda ilumina a paisagem.



A essa altura o vermelho já tinge as águas da Praia do Canto.



O transatlântico passa ao largo, contrastando com a silhueta dos barquinhos dos pescadores.



Finalmente é noite. É hora de se acomodar nos bares dos hotéis e pedir uma taça de champanha.



A luz artificial ilumina a copa da primavera.



À meia luz, casais namoram de frente para o pier iluminado.


A noite está apenas começando. Neste momento tem muita gente se levantando para enfrentar a balada nas grandes boates do lugar.



Os mais calmos preferem bater pernas pelas calçadas da Orla olhando as vitrines.



Na beira-mar, o vai e vem de turistas do munto todo transforma a Orla numa Babel tropical.



 Os turistas aproveitam para posar ao lado da estátua da atriz francesa Brigitte Bardot, que nos anos 60 descobriu Búzios e hoje empresta seu nome ao trecho de praia.

(Fotos e textos: Julio Cesar Cardoso de Barros)

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Praia do Forte e das areias brancas

As águas transparentes e a areia muito branca são as marcas da Praia do Forte, em Cabo Frio. Suas dunas são tão conhecidas quanto as frias ondas nas quais surfistas de todo canto dropam alegres.


 Os prédios baixos estão dispostos de modo a não barrar a circulação do vento que sopra do mar.



Guarnecida por um calçadão bem construído, com bancos e conversadeiras ao longo da orla e estacionamento junto à calçada em alguns trechos, a Praia do Forte conta ainda com quiosques que oferecem bebidas geladas e frutos do mar feitos na hora.


Da praia se pode ver cargueiros, transatlânticos e até plataformas, que passam ao largo, rumo aos campos em alto mar, destoando da paisagem.


 A larga faixa de areias muito brancas separa o calçadão das águas resfriadas por correntes polares.


 Águas transparentes são uma característica do Forte. Tons de azul e verde tingem o horizonte para encantamento dos banhistas, que chegam de toda parte.


O mar é normalmente calmo, mas em dias de ressaca, pode dar muito trabalho para os salva-vidas.


Quem teme o gelo da água ou as ondas geralmente pequenas do Forte tem a vasta extensão de 7,5 quilômetros de areias para andar, correr ou praticar esportes.


Uma legião de ambulantes, artesãos e pequenos comerciantes de alimentos fazem da praia o local de seu ganha pão. As elevações cobertas por uma vegetação de restinga são protegidas e compõem o acervo do Parque das Dunas, que vai até Arraial do Cabo.


Se no lado direito, entrando pela praia do Braga, há as dunas de areias brancas, no canto esquerdo ficam o Forte de São Mateus, a colônia de pesca e o parque ecológico dos sambaquis, patrimônio indígena. Do lado de cá, os prédios de apartamento cedem lugar às casas e os grandes quiosques-restaurantes da orla abrem espaço para os pequenos, que fornecem lanches. O agito da praia não chega até aqui, onde predominam os turistas de máquinas em punho a registrar as belezas locais.


 O forte fica no topo de uma ilhota com vista ampla de toda a área. Uma rampa irregular leva ao interior do forte, de onde se tem uma visão em 360 graus do lugar.


 Paredes caiadas e chão de pedra preservam as características históricas da construção.


A pedra escarpada se debruça sobre o mar e pode ser contemplada da mureta do forte.


O forte foi construído em 1618 e guarda a barra do canal de Itajuru, que liga o mar à laguna de Araruama. De desenho quadrangular, ele mantém seus velhos canhões enferrujados.


Areia e pedra cobrem o chão externo do edifício muito rústico.


Ao lado do forte, barquinhos trazem para terra firme a pesca do dia.

 

 As gaivotas fazem a festa, aproveitando os peixes descartados. O Cenário é de final de labuta, no início da tarde, com a chegada do último peixe. O colorido dos barquinhos compõe uma aquarela que enfeita a orla no cair da tarde.


No extremo da Praia do Forte, onde ela se encontra coma boca do canal, o parque exibe seus jardins e espaço de descanso.


Mirantes oferecem ao visitante uma boa vista do mar e da entrada  do canal.


 Lá de cima se vê a barra do canal, ponto preferido por pescadores amadores, que nela jogam seus anzóis ao cair da tarde ou pela manhã.

 (Fotos e textos:  Julio Cesar Cardoso de Barros, Cristina Ramos e Heloisa Barros)