quinta-feira, 24 de abril de 2014

O paraíso dos barcos

Os barcos dão vida às águas da Região dos Lagos, enfeitando a orla, canais, lagoas e rios. São imagens irresistíveis para os fotógrafos profissionais ou amadores.
No Bairro da Passagem, Cabo Frio, botes, barquinhos e canoas ocupam o pequeno cais na margem direita do Canal do Itajuru.
São peças coloridas que transformam a orla da Passagem numa pintura.
Centenas de pequenas embarcações que todos os dias navegam em busca do pescado são deixadas sobre a areia ou nas águas do canal.
Enquanto isso, do outro lado do canal, a marina de lanchas de luxo divide espaço com pequenos estaleiros, enquanto os pesqueiros partem para alto mar.
Na Praia do Canto, no centro de Búzios, os barcos descansam da jornada dura ou recebem o trato da manutenção.
No canto esquerdo da Praia do Forte, em Cabo Frio, as pequenas embarcações ancoram com o pescado do dia, enquanto os grandes pesqueiros entram pelo Canal do Itajuru com sua carga.
No bairro do Portinho, Cabo Frio, barcos de pesca e de turismo se espalham pelas margens do canal.
Na Orla Bardot, Búzios, ao cair da tarde, centenas de embarcações atracam ao fim da jornada.
Ao largo, os transatlânticos recheados de turistas iluminam as ondas num contraste com a silhueta dos pequenos barcos de madeira.
Na Praia dos Anjos, Arraial do Cabo, a canoa com área coberta revela a criatividade dos pescadores locais.
Em Cabo Frio, o atracadouro reúne barcos de pesca de variados tamanhos, que dividem espaço com escunas e saveiros de passeio.
Na Praia da Armação, Búzios, o colorido de centenas de pesqueiros, barquinhos e canoas.
Do alto do Morro de Sant'Anna, uma vista da Praia dos Ossos, Búzios, com seus veleiros, lanchas e os tradicionais pesqueiros.
Na Gamboa, Cabo Frio, o velho pesqueiro enferrujado ainda está na ativa.
Ele disputa espaço para suas redes com as ágeis baleeiras e barcos rústicos de madeira.
Na Prainha, Arraial do Cabo, barcos tomam conta de boa parte da areia.
A buziana Praia do Canto vira um estacionamento, quando a noite cai.
O melhor pôr-do-sol de Búzios é no Porto da Barra, onde a silhueta dos barcos compõe um visual poético.
No Canal do Itajuru, que liga a Lagoa de Araruama ao Atlântico, baleeiras, escunas e canoas.
Barcos de passeio, de trabalho e de aluguel estão espalhados nas margens do Canal.
Graças a uma luz generosa, mesmo quando o céu enfarruscado não ajuda, a paisagem parece uma pintura.
Na Praia da Azeda, Búzios, as escunas param ao largo para que os turistas mergulhem nas águas calmas e frias da baía.
As margens do rio São João, em Barra de São João, ainda recebem barcos de pesca, cada vez mais raros.
Na Praia da Tartaruga, Búzios, caiaques, pranchas de stand up, canoas havaianas e veleiros de competição dividem as marolas.
Até na pequena praia João Fernandinho, em Búzios, se encontram barcos de pesca, provando a vocação pesqueira da região, numa concorrência feroz com o turismo crescente.

Texto e fotos: Julio Cesar Cardoso de Barros

segunda-feira, 24 de março de 2014

João Fernandes e seu mirante

A praia de João Fernandes é uma das mais frequentadas de Búzios.  Ela é escoltada por morros e colinas onde estão instalados hotéis e pousadas. É a preferida dos turistas e conta com grande número de restaurantes e bares pé-na-areia. Em João Fernandes o turista tem a sua disposição passeios de banana boat, aluguel de pranchas, caiaques e equipamento de mergulho.


Da janela do hotel o telhado do casario morro abaixo e as palmeiras que adornam a praia não impedem a vista do mar azul.


As construções no estilo buziano preenchem os espaços por entre o verde natural e os jardins, de modo exagerado para alguns, mas sempre belo.



Do terraço do restaurante a vista é tropical típica.



Uma fartura de palmeiras enriquece a paisagem natural.


Os bares e quiosques com cobertura de palha oferecem mesas na areia, num nível mais elevado que a praia. 



A areia grossa é remexida na subida da maré, mas normalmente não há ondas, só marolas, e as águas são claras e transparentes.



Uma legião de turistas estrangeiros anda de lá para cá por toda a extensão de João Fernandes.



Dois passos na água e já não dá mais pé para as crianças, exigindo vigilância permanente dos pais.



João Fernandes é famosa, também, pelos seus vendedores, muitos deles argentinos, que comerciam roupas de praia e bijuterias artesanais.



Batas, vestidinhos e saídas de banho coloridos são vendidos a preços acessíveis por negociantes que  aceitam até cartões de débito e crédito.


Se o mar é flat demais para os surfistas, é perfeito para os praticantes do stand up paddle, cujas pranchas  podem ser alugadas no lugar. 


Bares oferecem serviço de praia, que inclui cadeiras, guarda-sol e ducha, tudo de graça para os clientes. Embora alguns restaurantes exijam, irregularmente, que os ocupantes de suas cadeiras de praia se comprometam a almoçar na casa. Para tomar uma água, cerveja, suco e comer alguns petiscos eles indicam mesas no patamar superior do terreno, fora da areia. Os coquetéis e os petiscos podem ser de ótima qualidade em alguns desses quiosques.


Após a praia e a soneca de depois do almoço, um bom programa é subir o morro e admirar o mar lá de cima, onde fica o Mirante de João Fernandes.


A vista é ampla em três direções, já que o Mirante fica na extremidade da península.


No tempo da colônia, o morro era estratégico para se observar a aproximação de piratas franceses e contrabandistas de escravos.


O verde esmeralda do mar se perde no horizonte, para além das pequenas ilhas.


Lá de cima se vislumbra a enseada da praia Brava.


Em dias de céu aberto dá para perder o fôlego com a vista. 



(Fotos e texto: Julio Cesar Cardoso de Barros e Cristina Ramos)


quinta-feira, 20 de março de 2014

Badalação na Rua das Pedras


A Rua das Pedras é o centro da badalação noturna em Búzios. É lá que estão boates, restaurantes, bares e creperias. Quando a noite cai, como em qualquer cidadezinha do interior, o local fica apinhado de jovens bem comportados fazendo o footing. Os de mau comportamento só chegarão mais tarde, para encher a cara e chacoalhar a roseira nas danceterias e baladas da moda. 

  
Este é um flagrante de uma noite de inverno, imagine no verão.


Mas durante o dia, o lugar fica quase deserto, muitas lojas só abrem bem tarde.


Mesas vazias aguardam a clientela que se recolheu na madrugada e demora para sair de casa para almoçar.


A casa localizada numa galeria na ponta da rua, por onde desfilam diariamente bandas de rock e blues clássicos, está assim. Tudo pronto, mas às moscas.


O cenário é de cidade fantasma ao longo do dia, mas quando a noite chega os riffs de guitarra gritam alto.


Na creperia, uns poucos funcionários tomam as primeiras providências, fazendo a reposição de produtos, arrumando as mesas, limpando a bagunça da noite anterior.


Lojinhas, que ocupam velhos imóveis recuperados ou novas construções imitando antigas casinhas de pescadores, vão se abrindo aos poucos para os primeiros turistas.


A churrascaria argentina já está aberta desde o almoço, mas o trabalho pesado está apenas começando. A noite vem chegando e é nesse momento que a casa tem todas as mesas ocupadas. Nas terças-feiras, um casal dança tango entre as mesas. 


A noite chega e a travessa, tomada por butiques e lanchonetes, dá acesso à rua onde ficam restaurantes e comércio mais populares. Todos ainda estão à espera do movimento maior de clientes.


Antes de seguir para o arrasta-pé, pode-se comer uma pizza muito boa, como em poucos lugares da região dos lagos.




Na creperia, que fervilha por toda a noite a pleno vapor, jovens já se aboletam nas banquetas ao longo do balcão ou nas dezenas de mesinhas do pátio ao lado ou na calçada. É um point badalado há décadas.


Alimentados, os turistas passeiam apreciando as vitrines. Lojas de grife e de marcas esportivas permanecem abertas até tarde. 


A rua também é conhecida por suas galerias, ateliês e lojas de arte. 


Quando escurece, bares para todos os gostos se abrem dos dois lados da via.


Na casa de música latina, casais jantam e arriscam os primeiros passos na pequena pista de dança.


A franqueada da boate famosa de Ibiza, com filiais em várias partes do mundo, fica repleta nos finais de semana, mesmo fora da temporada.


Em algumas esquinas o pedestre tem de passar pelo meio da rua, já que as calçadas são ocupadas pelas mesinhas, sem a menor cerimônia.


O dia chega e o Sol já aquece a praia do Canto, à qual se tem acesso pelas galerias e vielas da Rua das Pedras.


Quando o dia amanhece, a badalação dá lugar ao sossego. Os notívagos finalmente se renderam ao cansaço. A Rua das Pedras está quase deserta novamente. 


(Fotos e texto: Julio Cesar Cardoso de Barros)