segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A Ferradura é um parque de diversões

Localizada entre a Ponta da Lagoinha e o costão do saco da Ferradura, a praia da Ferradura é uma das mais extensas de Búzios. É também uma das preferidas pelos turistas. Sua característica mais marcante são as águas calmas, próprias para se levar crianças pequenas. Essa praia teve todos os bares e restaurantes demolidos por ação do Ministério Público Ambiental. Novas construções serão erguidas em breve, dentro de padrões aceitáveis pela legislação de proteção do meio-ambiente. Por enquanto, alguns estabelecimentos conservam barracas improvisadas. 


Se a Ferradurinha, pequena e escondida, é perfeita para os casais que procuram um pouco mais de tranquilidade e privacidade, a Ferradura é um verdadeiro parque de diversões aquático. 


Como em outras partes da península, a Ferradura conta com chuveiros inteligentes, cujos painéis solares geram energia para captar a água do subsolo.


Caiaques e pranchas de stand up paddle estão espalhados pela praia para aluguel.


Pedalinhos, mais comuns em laguinhos urbanos, são oferecidos em abundância aos banhistas. As crianças adoram.


Para os adultos, no canto esquerdo da praia, numa mesa à sombra, pode-se obter uma massagem a preço módico.


Vegetação abundante e pedras enfeitam a ponta da praia.


Quiosques sob belas árvores servem coquetéis e petiscos feitos na hora.


A paisagem é agradável para onde se olhe e há restaurantes muito bem montados.


Alguns estabelecimentos são tradicionais no lugar, outros são da nova safra. Mas nem sempre o melhor instalado e de cardápio mais sofisticado tem a melhor cozinha.


Nos morros, mansões cinematográficas com escadas que levam a pier particular.


A entrada da enseada se estreita entre morros que também começam a ser ocupados por belas casas de veraneio.


Se do lado esquerdo ficam bares e restaurantes, do lado direito estão hotéis e casarões com vista para o mar.


O mar é de um azul puxado para o turqueza.


Localizada num dos pontos mais valorizados de Búzios, a Ferradura é muito frequentada por turistas estrangeiros, que se refestelam em suas areias fofas.


Estando em Búzios, uma visita à Ferradura é obrigatória.

(Fotos e texto: Julio Cesar Cardoso de Barros)

sábado, 25 de janeiro de 2014

A praia perfumada

Quem frequenta Cabo Frio com toda a certeza já se encantou com as águas muito claras e o perfume  da praia das Conchas. Era a nossa preferida para levar as crianças, que a chamavam de "praia do dia comprido", porque chegávamos antes do almoço e só voltávamos para casa ao anoitecer. O almoço era no Bar do Jamil, no canto esquerdo, na divisa das Conchas com o Peró. Famoso pela simpatia de seu proprietário de fartos bigodes e pelos frutos do mar frescos regados a caipirinhas caprichadas, o bar servia mariscos e peixes, na sua maioria pescados pelo próprio pessoal do bar, que eram servidos em porções generosas a um preço adequado para não esfolar o freguês. Foi ali, no Bar do Jamil, que a Rede Globo instalou a casa de praia do Tufão, o jogador de futebol aposentado e traído pela mulher na novela Avenida Brasil. 


As areias douradas são outra marca da Praia das Conchas. Um tipo de algas muito presente em seu mar exala o aroma agradável. 


Um morro divide o mar das Conchas da Praia do Peró, mas suas areias se unem, como se se tratasse de uma única praia.


A elevação avança mar adentro, terminando num promontório que permite uma visão ampla das praias e do oceano. 


Por toda a orla do morro esparramam-se pedras que atraem os turistas para um exercício saudável e onde pescadores arriscam seus anzóis atrás de sargos e pequenos cações.


No local há também pescadores artesanais, que tiram das águas do Peró e das Conchas o seu sustento.


À esquerda do morro ficam as ondas do Peró, conhecida como Perópolis, por concentrar grande número de veranistas da cidade serrana de Petrópolis.

Nas águas calmas das Conchas, banhistas mais abastados costumam ancorar suas possantes lanchas para curtir as águas geladas da praia perfumada.


A Praia das Conchas é mais frequentada por moradores da região do que por turistas.

Para atendê-los, um aglomerado de bares e restaurantes padronizados ocupam todo o canto direito de suas areias. Peixes e mariscos são servidos de modo farto a preços camaradas. Mas a barulheira dos aparelhos de som, que competem entre si para atrair a clientela, faz do lugar uma sucursal do inferno. 


As famílias gostam das Conchas pela tranquilidade de suas águas, propícias à diversão da garotada.

No bar do Jamil, hoje funcionando em outras mãos, os banhistas ainda encontram algum movimento.

Da lateral da construção voltada para o Peró, o pessoal do Jamil observava o mar à procura de cardumes, que se aproximavam da costa. Dado o alarme, eles corriam para os pequenos barcos em busca do pescado fresco que ofereciam aos frequentadores do bar a preços justos. A praia das concha sé única. Não existe outra que ofereça essa sensação agradável ao olfato e à visão ao mesmo tempo. Infelizmente, a frequência intensa e o mau uso têm levado a uma degradação de suas areias, sempre cheias de resíduos plásticos. O lixo maior é removido pela prefeitura, mas restam registros desagradáveis da presença humana por todo canto. Mas suas águas muito frias permanecem limpas e convidativas.


Oficialmente nomeado Bar dos Pescadores, o antigo Bar do Jamil deixou saudades na divisa das praias das Conchas e do Peró.

Fotos e texto: Julio Cesar Cardoso de Barros

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Uma noite na Praia do Canto

Quem passeia pela badalada Rua das Pedras, no centro de Búzios, não vê a Praia do Canto, a mais central da cidade. 

Lojas, galerias, restaurantes e bares instalados na Rua das Pedras cobrem toda a orla.


E se o visitante quiser ver o mar terá de entrar por um dos becos ou corredores dos estabelecimentos que levam até lá. 

No meio da muvuca, onde jovens se amontoam em boates e creperias, a paisagem singela do Canto, com seus barquinhos coloridos, pode passar despercebida.

Pouca areia, ondas calmas, e um ar descansado destoa da frenética rua.

Localizada à esquerda do pier, a praia sofre a proximidade da área populosa, que provoca a poluição de suas águas. 


As galerias comerciais abrem varandas sobre a areia. Os turistas têm ali um posto de observação privilegiado.



Passagens calçadas de pedra, onde se instalam butiques, levam da Rua das Pedras às areias da Praia do Canto.

Outra alternativa são os corredores estreitos que permitem o acesso a restaurantes e à praia.

No mar, ancorados, os saveiros de turismo e barcos de pesca enfeitam as águas, numa cena comum às praias da cidade.


Apreciar o pôr-do-sol no Canto tomando uma bebida é um programa relaxante.

Quando escurece, o espetáculo continua. À direita, as luzes do pier e da Orla Bardot já estão acessas.

A noite cai sobre o paraíso. É agora que o contraste entre o agito da Rua das Pedras e a tranquilidade da praia do Canto fica mais evidente.

Mesmo quem já viu centenas de vezes não se cansa de apreciar o anoitecer nesse litoral privilegiado.


A areia e a calma do lugar convidam a ficar mais um pouco. Casais desfrutam da privacidade propiciada por trechos sem iluminação.


Nas noites quentes de verão, a fresca do mar é um alento para os veranistas. Mas quando o vento para, a melhor pedida é se instalar numa mesa e pedir uma bebida gelada.


Do salão de alguns restaurantes e bares do lugar é possível curtir o visual do Canto no conforto do ar condicionado.


Esta é a paisagem que se vê do lado de fora. O tradicional quadro de marinha que encantava Pancetti.


Mas o melhor do Canto é poder tirar os sapatos e ocupar uma mesinha ao lado da vegetação, com a areia sob os pés e o céu por cobertura.

(Fotos e texto: Julio Cesar Cardoso de Barros)

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Brava, mesmo

O casal argentino, todo arrumado, parecia melhor preparado para um chá da tarde à beira da piscina. Mas depois de observar o mar por um bom tempo e notar que um banhista enfrentava com certa desenvoltura as ondas vigorosas, resolve também se aventurar nas águas. Tiram os roupões e de mãos dadas, altivos, dão alguns passos mar a dentro, para logo depois, com a água pela cintura, levar um tremendo caixote. 

Depois de rolar de pernas para o ar, os visitantes se levantam com dificuldade dentro da correnteza que puxa para o fundo e procuram fugir rapidamente daquele inferno de sal e espuma. A cena retrata bem o que é a banda esquerda da Praia Brava, uma das mais perigosas de Búzios. 

Pequena, irritada, ela combina colunas pesadas de água com uma correnteza que quase sempre puxa para fora. Quem não teme seu marulho são os surfistas, que encontram nela algumas das melhores ondas da cidade.

Localizada na face direita da península, quase no seu extremo, a Brava se esconde ao pé de um morro alto no qual estão instalados hotéis, bares e restaurantes, alguns muito bons. A faixa de areia é estreita, razão pela qual a maioria dos turistas prefere se encarrapitar no morro e apreciar a paisagem sem se aventurar no mar. Apesar dos hotéis e restaurantes, a praia não pode ser habitada. Trata-se de uma Área de Proteção Ambiental onde é proibida a construção de moradias.


O acesso se dá pelo alto do morro, onde o turista é recebido pelos primeiros bares.

Vistas de cima, suas ondas não parecem oferecer grande risco aos banhistas desavisados, que têm uma opção mais segura para se banhar. No canto direito da praia a maré é mais tranquila. 

Para chegar lá é preciso cruzar um pequeno obstáculo de pedras, de fácil acesso na maré baixa. Ali há uma trilha liga a Brava à Olho de Boi, a praia de nudismo da cidade. 

Tomar uns coquetéis à sombra do quiosque com a vista ampla para admirar é boa alternativa para quem não quer molhar os pés.

Quem está habituado com mares temperamentais não sofre muito para furar ondas por lá.

A vegetação é farta nos morros e de certa forma pitoresca, com os cactos nativos.


O declive do terreno não impede a distribuição de mesas pelos espaços livres.


Por todo o morro, há nichos confortáveis em posição privilegiada para a contemplação do cenário.

Festivais de comida são frequentes, com chefs convidados cuidando do cardápio.

O paisagismo é bem cuidado, em harmonia com a natureza.

O banho de sol da turista só é perturbado pela subida da maré. 

Maré que pode cobrir toda a areia e até as primeiras lajes, expulsando os banhistas morro acima. 

Na Brava, se você é expulso da areia pela maré cheia, pode aproveitar para se esbaldar na barraca de ostras vivas. A maré ali é alta mas mansa, sem o tumulto das multidões que enchem as outras praias. Imperdível.

(Fotos e texto: Julio Cesar Cardoso de Barros)