quinta-feira, 18 de julho de 2013

Um jardim à beira-mar

A mais antiga ocupação da península de Armação dos Búzios, a praia dos Ossos é um documento histórico do período colonial. Ruas muito arborizadas, antigas e modernas casas de pescadores e de veranistas, pequenas pousadas e lojas dividem um espaço acanhado mas muito bem preservado de praia.


O lugar se desenvolveu como base para a pesca da baleia, cujos ossos deixados por toda a parte deram nome à praia. A pesca da baleia, cuja gordura fornecia o óleo combustível para iluminação das casas, a lubrificação de equipamentos, a fabricação de sabão e, supostamente, servia de liga para a argamassa na construção, quase exterminou várias espécies do mamífero marinho ao longo do litoral brasileiro.


Hoje, isso faz parte da história. A praia dos Ossos agora é um canto de beleza especial no litoral fluminense. A vista da enseada, onde barcos de todos os tamanhos aguardam, transmite calma a quem a contempla das sombras que enfeitam a praia.



Uma estreita faixa de areia  separa as águas do calçamento.


O iate clube é uma das atrações do lugar.



Para chegar lá, há um acesso pela capela de Sant'Ana, construída em 1743 no morro que divide as praias da Armação e dos Ossos. 



Construções recentes e antigas dividem o adro da capela de Sant'Ana. Consta que uma imagem da santa foi encontrada no mar, depois que uma leva de escravos salvou-se de um naufrágio. 


A descoberta da santa teria coincidido com período de prosperidade na pesca. 


O contratador de pesca e senhor de engenho Brás de Pina, responsável pelo desenvolvimento da indústria do óleo de baleia na região, teria então construído a capela em homenagem à santa.


Um anjo guarda o adro da capela.


Construída em cal, pedra e argamassa com liga de óleo de baleia, a igreja de Sant'Ana é o testemunho do ciclo da caça do cetáceo na região dos lagos.


Pequenos acqua-táxis a gigantescos transatlânticos podem ser vistos no mesmo quadro onde imperam pesqueiros, veleiros, lanchas e saveiros de turismo.


Pouco usada para banho, a praia dos Ossos é agitada por uma marola mansa que trata bem crianças e idosos.


As casas de frente para o mar são ornadas com jardins fartos e arvoredos.


Construções arejadas e rústicas se encontram por toda a extensão de uma rua de pouco movimento.


Algumas construções encantam pela singeleza da arquitetura.


O verde transborda dos quintais para as ruas.


Os canteiros externos revelam o desvelo dos moradores e veranistas com a manutenção da beleza do bairro.


E a beleza toma a rua de ponta a ponta, fazendo da praia dos Ossos um lugar privilegiado e cobiçado.


A praia dos Ossos é um jardim à beira mar.



A vista que se tem do quintal das casas é para se cobrar ingressos.


Apreciar o pôr-do-sol na primeira fila e não aplaudir exige um grande esforço.
  

O sol refletindo na água ofusca os olhos, mas não o suficiente para esconder o belo visual.



Do alto do morro da capela de Sant'Ana, esta é a vista que se apresenta ao espectador. Imperdível.

(Fotos e texto: Julio Cesar Cardoso de Barros)

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Geribá dá onda


A cinco minutos do centro da cidade, Geribá é a praia dos surfistas e da badalação em Búzios. Embora não muito grandes, suas ondas costuma vir em sequências com qualidade suficiente para que garotos e veteranos dropem à vontade. Sua larga faixa de areia dourada permite que uma multidão de banhistas se aboletem com conforto em suas cadeiras e barracas durante o verão e os feriados.


Seus dois quilômetros de praia são percorridos diariamente por um pelotão de atletas amadores em busca da boa forma.


A areia na banda direita da praia é dourada, com um forte tom alaranjado. Trechos onde ela é mais compacta são utilizados para o futebol.


Ondas constantes, das frontais no centro às direitas e esquerdas ao longo do arco da praia, convidam para a prática do surfe, do wakeboard e do bodyboard. A bandeira vermelha indica que há correntes fortes puxando para fora, mas nada que faça os esportistas desistirem, quando há um bom swell (Foto: Heloisa Barros).


Batizada com o nome de uma palmeira comum no litoral fluminense, Geribá tem em suas águas uma escala que vai do verde claro ao azul profundo.


 As ondas são permanentes, às vezes pequenas, mas quase sempre suficientemente altas para o surfe. Como acontece em quase todas as praias da península, os barcos de pesca marcam presença em Geribá.


Apesar das inúmeras pousadas e hotéis com diárias razoáveis, Geribá é pontilhada de casas de veraneio, muitas delas disponíveis para aluguel na temporada e nos feriados.


 Construídas de frente para o mar, essas casas estão separadas da areia apenas pela estreita faixa de vegetação nativa e canteiros. As construções seguem o estilo buziano, obrigatório nessa parte da cidade.


 A polêmica ocupação dos morros tem sido feita com belos casarões.


Milho verde e água de coco são oferecidos ao longo de toda a praia.


No pedaço dos surfistas, o açaí não podia faltar.

  
Restaurante com lounge e happy hour é um ponto de agito durante o verão. Aberto de frente para o mar, serve peixes frescos, sucos, saladas e coquetéis.


No point mais agitado, Geribá protege o que resta da vegetação de restinga. O veranista traz sua tralha de casa, mas o turista, para não assar ao sol, pode alugar por 30 reais cadeiras e guarda-sol.


Quem não quer pagar os 30 reais, pode contemplar a paisagem enquanto toma uma cerveja na cobertura de palha do restaurante.


 Mais tranquilo, o canto esquerdo da praia abriga a Aldeia de Geribá e tem ruas arborizadas onde estacionar o carro, além de pequenos estacionamentos.


É deste lado que ficam as casas dos pescadores, que dividem as ruas estreitas com bares e algumas casas de veraneio mais modestas.  O acesso à praia se dá por ruelas calçadas com pedras no estilo pé-de-moleque.


Ao longo dos estreitos caminhos até a areia, restaurantes e lanchonetes disputam os clientes com cardápio variado.


Ao contrário do lado direito, aqui as cadeiras, mesas e guarda-sol são oferecidos gratuitamente pelos bares e restaurantes.


 O mar é pequeno para o surfe, mas faz a alegria dos banhistas, pelas águas transparentes.


 Restaurantes rústicos escondem algumas boas surpresas, como pratos elaborados de camarões, peixes frescos e até champanha servido na areia.


Nos dois cantos da praia há pranchas de surfe e stand up paddle para aluguel, além de escolinha de para pequenos e marmanjos que queiram se iniciar na arte de dominar as ondas.



Os siriris perambulam entre as mesas, à cata de migalhas, ignorando a presença dos banhistas.


Deste lado a areia é mais clara e as águas mais calmas e transparentes.


 Uma vegetação mais exuberante oferece até sombra para aquela soneca depois do mergulho.


Geribá é também uma butique, com artesanato variado vendido por ambulantes registrados na prefeitura. Produtos fabricados no local, como cangas, saídas de praia, batas, colares e bijuterias artesanais em geral podem ser comprados na areia até com cartão de crédito.


 Como se não bastasse a beleza local, pelo extremo esquerdo da praia de Geribá o banhista tem passagem fácil para a pequena e bela enseada da Ferradurinha.

(Fotos e texto: Julio Cesar  Cardoso de Barros e Cristina Ramos)




quinta-feira, 4 de julho de 2013

Uma enseada paradisíaca

Um dos pontos mais badalados e caros de Búzios é o bairro da Ferradura. Condomínios, pousadas e hotéis estrelados fazem vizinhança a casas de veraneio de boa arquitetura. A praia da Ferradura é uma das mais frequentadas da península, com suas águas calmas, restaurantes e bares à beira mar, aluguel de pranchas de stand up paddle e caiaques. Suas marolas são também convidativas para a diversão de crianças pequenas e idosos. Nos fins de semana e feriados e durante todo o verão suas areias fervem. Ao lado da Ferradura, no entanto, fica um pedaço de mar e areia que a supera em muito. É a pacata, pequena e linda enseada da Ferradurinha.




Suas águas verdes refletem o azul do mar, colorindo de turquesa toda a paisagem.




Guarda-sóis e cadeiras são fornecidos pelos bares e barracas do local sem custo para os clientes. 




A areia é clara e limpa e a água calma e transparente.




Cercando a enseada, o verde musgo da vegetação costeira, que contrasta com o azul do céu e o turquesa da água.



Colinas e costões escoltam o pequeno pedaço de paraíso. As pedras laminadas podem ser perigosas para os pés, mas fazem um convite tentador à apreciação panorâmica das redondezas. 



Outra opção para conhecer cada canto da praia é alugar um caiaque. Há muitos à disposição no local a preço razoável.



Longe do agito da Ferradura, a vizinha menor é um encanto em pedra, areia, mar e verde.



A boca da enseada é ladeada por promontórios desiguais, que transformam a Ferradurinha num esconderijo.



De alguns pontos da praia é possível contemplar o oceano lá fora.



Passar um dia relaxado na Ferradurinha recarrega as baterias para a semana inteira.

Texto e fotos: Julio Cesar Cardoso de Barros